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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Felicitações ao meu guru!

Nelson Cândido Motta Filho (São Paulo, 29 de outubro de 1944)

Memórias do rock: O primeiro, o maior, o melhor

Em janeiro de 1985, fui convidado para trabalhar como comentarista da TV Globo do Rock in Rio, o primeiro mega-festival de rock do Brasil, que a juventude brasileira esperava desde 1969 - Woodstock - e que só o fim da censura e da ditadura permitiam. Os militares tinham pavor da idéia de juntar jovens - em qualquer coisa que fosse. E não é possivel existir rock de verdade com censura. Afinal, se tirarmos dele a atitude, a rebeldia, a poesia anárquica, a irreverência e sexualidade, sobram só os tais três acordes. Por isso, só 15 depois de Woodstock, o Brasil teve o seu. Produzido por Roberto Medina, ocupou uma imensa área em Jacarepaguá, com um palco monumental, som e luz ingleses e espaço para meio milhão de espectadores. Viriam estrelas como o Queen, Rod Stewart, o já decadente Yes, as new-wavers Go-Go's, a alemã Nina Hagen, misturando ópera e rock pesado, os mais lights James Taylor e George Benson, além de uma inesperada delegação de heavy metal, com o AC/DC, Skorpions, Iron Maiden, Whitesnake e o veterano Ozzie Osborne, comedor de morcegos e patriarca do metal. Eles se apresentariam junto com as maiores estrelas do pop brasileiro, como Rita Lee, a Blitz, Lulu Santos, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Alceu Valença, Baby Consuelo, Eduardo Dusek, os novos Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Barão Vermelho, e até Ivan Lins, absolutamente estranho no ninho roqueiro, escalado para dividir a noite jazzística com George Benson. Na transmissão da noite de abertura, nervoso e ao vivo, tentei fazer graça na apresentação de Erasmo Carlos: "... e como dizia Jair de Taumaturgo, vamos tirar o tapete da sala porque hoje é dia de rock! Eraaaasmo Carlos!" Erasmo entrou em cena e o diretor Aloysio Legey me disse que Boni queria falar comigo no fone. Apesar do volume que vinha do palco, meu ouvido quase estourou quando ele gritou: "Jair de Taumaturgo é a puta que o pariu!!!" Entendi a mensagem e passei a fazer apresentações mais sóbrias, procurando aprofundar os comentários musicais. Realmente Jair e sua cabeça branca eram de um tempo em que a maioria do publico do Rock in Rio nem tinha nascido. Com 40 anos me senti velhíssimo, como um patético neo-jair animando a garotada enquanto o amanhã não chegava. Graças a Deus eu não apresentava o festival do palco, mas de uma pequena cabine no alto de uma torre, acima das cabines de som e luz, no meio da platéia, a pouco mais de 20 metros do palco. De lá assisti o festival de um dos melhores lugares possíveis: ficávamos só eu, um câmera e um assistente. De lá vi Erasmo Carlos ser vaiado por uma platéia de mais de 100 mil metaleiros furiosos, guerreiros de uma nova tribo urbana que ninguém esperava, nem conhecia, que ninguém sabia que existia e onde se escondia. Mas eles estavam ali, para gritar e cantar junto com o Iron Maiden e o Whitesnake, e para vaiar e jogar latas de cerveja e copos de areia em tudo que não fosse metal. E pesado. E em inglês. Nas noites seguintes, do alto de minha cabine a visão era maravilhosa: um mar humano de 200 mil pessoas, sentadas em paz ouvindo música, tomando cerveja e torrando unzinho, cantando em coro junto com Freddy Mercury e o Queen todas as letras de seus grandes sucessos, em inglês. Com Rod Stewart a mesma coisa, só que ainda melhor: um show de altíssimo nível sob chuva torrencial, que Rod, como escocês legítimo, tirou de letra, chutando bolas de futebol para a platéia e pensando se toda aquela galera estava mesmo cantando em inglês ou se ele tinha tomado um a mais. Ou cheirado uma a menos. Para os Paralamas do Sucesso o Rock in Rio foi o trampolim da vitória e lançou "Óculos" para o sucesso nacional, cantada em coro pela colossal platéia, ao vivo em rede nacional. Herbert Vianna saiu do festival como um novo herói da garotada e no final ainda ganhou a mocinha, Paula Toller, do Kid Abelha. "Por que voce não olha prá mim?
me diz o que é que eu tenho de mal,
por que voce não olha prá mim?
por trás dessas lentes tem um cara legal." Ovacionado pela multidão, Herbert dedica o show a Lobão, Ultraje a Rigor, Titãs e Magazine (ausentes do Rock in Rio) e a todos os grupos que tornaram possível o rock brasileiro. E começa a cantar "Inútil" como um inesperado bis. O público explode de alegria, duzentas mil vozes em fúria cantam os versos históricos. Totalmente rock and roll. Os Paralamas rapidamente vendem mais de 100 mil discos e fazem 120 shows em um ano de estrada. A banda é uma das grandes do Rock Brasil, mas, além de "Óculos", os seus novos grandes sucessos no disco e no show são as romanticas "Me Liga", "Mensagem de amor" e "Meu Erro". Além dos Paralamas, a Blitz, Lulu Santos, Barão Vermelho e Kid Abelha, fizeram bons espetáculos, profissionais, cheios de hits. A Erasmo foi dada uma segunda chance, quando se apresentou na mesma noite que James Taylor - uma das mais tranqüilas e aplaudidas do festival. Todo o rock brasileiro (ausente e presente) teve no Rock in Rio um divisor de águas, que marcou a sua entrada oficial no mercado musical de massa. O grande ausente foi Raul Seixas, cada vez mais recluso, mais magro e mais drogado, com a barba maior, que se recusou a participar de tal caretice. Mas a rainha estava lá, Rita Lee era uma das grandes atrações do Rock in Rio e esperava-se uma apresentação não menos que consagradora, tal a popularidade que desfrutava, tantos os hits que emplacava, um atrás do outro, com Roberto de Carvalho, desde "Lança Perfume": "Saúde", "Banho de espuma", "Chega mais", "Nem luxo nem lixo", "Luz del fuego", "Flagra", "Baila Comigo", "Alô alô, marciano" e muitas outras. Mas havia um problema e, Rita esperava, uma solução. Assim como Raul, ela estava vivendo uma vida totalmente rock and roll, na estrada com a banda, entre aeroportos e quartos de hotel, tocando para multidões e submergindo num mar de drogas, com a saúde bastante debilitada. Mas pouco antes do festival, Rita conheceu o paranormal Thomas Green Morton, que começava a fazer sucesso nos círculos esotéricos entortando metais com os olhos e transformando água em perfume. Rita estava fraca e apavorada, queria cancelar o show, não tinha força para nada. Mas Thomas prometeu que a energizaria antes da apresentação e tudo correria bem. Durante uma hora Thomas energizou Rita no camarim. Ela entrou no palco linda e carismática como sempre e cantou confiante os primeiros versos de "Nem luxo, nem lixo": "Como vai você?
assim como eu
uma pessoa comum
um filho de Deus
nessa canoa furada
remando contra a maré ..." Mas o que saiu da sua garganta foi um sopro, um fio de voz trêmulo, mas que ainda assim lhe custou grande esforço. Estava perdida: a energização não pegou, a mágica não funcionou, a banda tocava alto e forte, com grande ritmo, mas a voz não lhe saía da garganta. Foi quando, como se percebesse seu sofrimento, o povo começou a cantar com ela, por ela. E cantou do início ao fim todas as músicas, com força e alegria, enquanto Rita sofria para sussurar um mínimo e se comovia com a imensa prova de amor que o público carioca lhe dava. Foi uma das artistas mais aplaudidas do festival e saiu do palco desfalecendo, totalmente desenergizada. Mas se sentindo mais amada do que nunca.
Texto extraido do site Sintonia Fina

Little Walter, o ás da gaita.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Valeu Ché!

Amor Contínuo

Ame seus pais e seus irmãos. Eles são a base de sua vida, seu chão e que com certeza irão sempre te ajudar.

Ame suas tias e tios, porque foram eles que por muitas vezes zelaram seu sono, quando você era apenas uma criança.
Eu sei, você não se lembra!
Mas você só vai entender o amor dos tios, depois que seu primeiro sobrinho nascer.
Então, não perca tempo.
Ame seus primos e amigos por mais que eles sejam completamente diferentes de ti.
Aceite-os.
Aceite-se.
Todo mundo tem defeitos.

E por falar neles - nos defeitos -, ame sua barriga, suas celulites e as tais estrias.
Elas indicam que sua vida está repleta de prazeres gastronômicos.
Ame também seus quilos a mais, porque se eles não existissem você jamais poderia comemorar a vitória de um dia perdê-los.
Ame seu cabelo do jeitinho que ele é.

E o seu armário... Mude.
Completamente.
Doe.
Experimente coisas novas, outras cores.
Calças largas e calcinhas/cuecas de algodão.
E não troque seu velho pijama por nada nesse mundo.
Ele é o seu companheiro de sonhos.
E é com aquele tênis feio e fora de moda, com o formato exato dos seus pés, que eu acho que você deve sair para caminhar todas as manhãs.
Pra amar as coisas que estão do lado de fora.

Tarefa difícil. Respire.

No fundo, procure outra pessoa para amar um tanto, que dê até vontade de se casar com ela.
Namore.
E não se preocupe com o tempo que a paixão vai durar.
Se gostem.
Se assumam.
Se curtam.
Se abracem.
Beijos.
Viagens.
E saiam para dançar sempre!
Tomem café da manhã juntos.
Fiquem o domingo inteiro na cama, enquanto o mundo despenca numa chuva fria e fina.

E quando você achar que já amou demais nessa vida, tenha filhos.
Se não conseguir, adote.
Dizem que não há amor maior.
E eles vão crescer, amando você e muitas outras coisas e pessoas.

Com sorte, você terá netos.
E dos seus netos, receberá mais tarde com muito orgulho, o amor dos bisnetos.

Pois, o nosso amor é contínuo...
É para sempre.
É INFINITO!

Porque amar vale à pena!

O destino decide quem vamos encontrar na vida.
As atitudes decidem quem fica!


(Robert Frost)

Camila Born - Summer Breeze

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Camila Born - Chão de Giz


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bom final de semana!!!!!!!!


...Do-doo-doo-wah shoo-be-doo-be...


O papo hoje é sobre um cidadão americano chamado John Henry Ramistella.

Tá dificil saber quem é?

Vamos mudar então para Johnny Rivers.
Fica bem mais fácil, não é?

O cara nasceu em 7 de dezembro de 1942 em Nova York, mas a familia logo se mudou para Baton Rouge, estado da Luisianna. Lá, começa a tocar violão aos 8 anos influenciado pela musica local. Aos 14 monta sua 1ª banda chamada The Spades.

No inicio dos anos 60 vira compositor de Rock Nelson, do qual se tornaria grande amigo.
Após se apresentar por uma longa temporada no lendário Whisky a Go Go, lança o album Johnny Rivers Live At The Whisky A Go Go, álbum ao vivo que alcançou o 12º na lista da Billboard - e a canção "Memphis" (um cover de Chuck Berry) chegou ao segundo lugar na parada norte-americana.


Em 1966, Rivers seguiu sua rotina de gravações, especialmente ao vivo. Canções como "Maybellene" (outro cover de Berry), "Mountain of Love", "Midnight Special" e "Seventh Son", estouram rapidamente e são hits até hoje.

Outros sucessos como “Poor Side of Town" (sua única canção a atingir o primeiro lugar na parada norte-americana da Billboard), "Secret Agent Man", "Summer Rain" e "Baby I Need Your Lovin'" estouraram da mesma forma. Todas elas caracterizadas pela voz suave e romântica de Rivers.

Com 18 trabalhos lançados, continua gravando e se apresentando pelo mundo, já tendo passado pelo Brasil.

Já vendeu mais de 25 milhões de discos em toda a sua carreira e teve 9 de suas canções incluídas entre as 10 melhores da Billboard.


Johnny Rivers, Chuck Day and Mickey Viet Nam - 1966

Hank

CONFISSÃO

esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo talvez
sacudi-lo de novo:
"Hank!"
e Hank não vai responder
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto
eu quero que ela
saiba
que dormir todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora ser ditas:
eu te amo.


Henry Charles Bukowski Jr (Andernach, 16 Agosto de 1920 – Los Angeles, 9 Março de 1994)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Salve Rimbaud!

Sensação

Pelas tardes azuis do Verão, irei pelas
sendas,

Guarnecidas pelo trigal,
pisando a erva miúda:

Sonhador, sentirei a
frescura em meus pés.

Deixarei o vento banhar
minha cabeça nua.

Não falarei mais, não
pensarei mais:

Mas um amor infinito me
invadirá a alma.

E irei longe, bem longe,
como um boêmio,

Pela natureza, - feliz
como com uma mulher.

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud
(20 de outubro de 1854, Charleville - 10 de novembro de 1891, Marselha)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

...Contanto que você possua...mas não seja possuído...

Natural de Salvador(BA), aprendeu a tocar violão ainda na infância e aos 11 anos, já integrava uma banda chamado Los Gatos e aos 14 participou de outra chamada Os Minos.

Na década de 70, junto de Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Luiz Galvão e sua futura esposa Baby Consuelo, formaram a nata da tropicália com o grupo Novos Baianos.

Em 78 parte para carreira solo e volta-se para musica instrumental, participando de festivais de jazz pelo numdo e lançando o trabalho “
Instrumental on the road” de 1989.

Ainda durante os anos 80, alavancou sucessos como: “Mil e Uma Noites de Amor”, “A Deusa do Amor”, “Eu Também Quero Beijar”, “Planeta Vênus”, “Garota Dourada” e a libertária “O Mal É O Que Sai Da Boca Do Homem”.

Nos anos 90 dedicou-se mais a seu trabalho como guitarrista, relendo velhos sucessos como os chorinhos "Brasileirinho" (Waldir Azevedo) e "Noites Cariocas" (Jacob do Bandolim), presentes no início de sua carreira e que fizeram sua fama de virtuose.

Pepeu confirma ainda, que foi convidado a integrar a banda de trash metal Megadeth em meados dos anos 90, mas que preferiu seguir um estilo mais Pop.

Casado por muitos anos com Baby Consuelo, posteriormente Baby do Brazil, teve seis filhos, que em sua maioria seguiram a carreira musical dos pais.

Atualmente, segue tocando e apresentando-se esporadicamente, mas com a mesma classe e vistuosismo de sempre.

Cazuza, Baby e Pepeu


Os "velhos" Novos Baianos

E lá vem o verão... ô, beleza!

Nascido em 4 de Maio de 37, Richard Anthony Monsour, mais conhecido como Dick Dale é um dos mais famosos guitarristas da surf music de todos os tempos.

Seu maior sucesso é a versão que fez da canção "Misirlou", presente na trilha sonora do filme Pulp Fiction e também na do jogo Guitar Hero II. O grupo Black Eyed Peas usou samples na música no hit ''Pump It''. Atendendo por "The King of Surf Guitar"é também considerado o vovô do heavy metal e um dos guitarrístas mais rápidos da história.

É creditado a ele tbem, a existência dos cabeçotes de 100 Watts RMS e pela presença de uma unidade de reverb neles. E nada disso seria possível sem a fúria do que se conhece por The Beast, nome da one-of-a-kind Stratocaster dourada de Dick Dale.



Dale criou a surf music nos anos 50. Tocava por farra, para sua turma de surfistas. Logo o ritmo tribal contagiante de sua música passou a atraír gente de 'outras praias'. A visível mania que se dava com mais de 400 pessoas se apertando no Rendezvous Ballroom na cidade de Balboa/Califórnia, passou a chamar a atenção.
Dick Dale jamais usou outro equipamento senão a The Beast e seu Dual-Showman, ambos confeccionados pelas próprias mão de Leo Fender.
Diz a lenda, e ele confirma, que deu aulas de guitarra para ninguém menos que Jimmy Hendrix. Foi homenageado por ele em "Third Stone From The Sun". Nos anos 60 foi desenganado pelos médicos devido a um câncer, se curou e está conosco até hoje.
Simbora baixar o disco do surfman: The Best Of Dick Dale

Salve, salve Poetinha!

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes


Vínicius de Moraes aos 14 anos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fito no es Fito(Paez). Fito es Cabrales!

Nesse blog, além de rever os grandes clássicos, você fica sabendo também das novidades e tendências que ocorrem em nosso movimentado planeta, musical por natureza.

Numa dessas animadas conversas de boteco, onde por mais que as pessoas duvidem, também se aprende pra caramba, meu grande amigo John lançou à mesa uma banda lá do velho mundo.

Direto de Bilbao, Espanha, eis que surge um rock diferente, com um balanço bem próprio e uma pegada prá lá de bacana: “Fito y Los Fitipaldis”.

Com um estilo que vai desde o rock tradicional, passando pelo blues, soul, swing e outras vertentes mundiais, suas letras geralmente falam se histórias pessoais.

Em setembro de 2006, lançaram o álbum “Por La Boca Vive El Pez” que vendeu mais de 100 mil copias em menos de duas semanas. Além disso, tornaram-se a 1ª banda a ficar entre as 100 melhores e mais vendidas da Espanha.


Em outubro de 2007 receberam o Disco de Diamante por ultrapassarem a barreira de 1 milhão de copias.
Já o seu 5º trabalho, “Antes de Que Cuente Diez’’ também foi sucesso de público e crítica, principalmente com a canção título, recebendo disco de ouro já na primeira semana após o seu lançamento.
Outras canções de sucesso são "Soldadito Marinero", "Rojitas las Orejas" e "Acabo de llegar".
Chamado de Rei Midas do Pop Rock castelhano, pelo fato de que tudo o que toca
vira ouro, Fito Cabrales se diz apenas um compositor que escreve "coisas sobre si e que tem a felicidade de ganhar a vida com isso."
Pra mim, isso é o que importa!
Baixe o disco aqui.

Happy birthday, Mr. Chuck Berry! Thank's for all!!

Charles Edward Anderson Berry (Saint Louis, Missouri, 18 de outubro de 1926)


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

TJ's NEWS


Na sexta-feira, dia 15/10, no Galera's Rock Bar, banda Vôo Noturno. O grupo é formado por músicos da região, que fizeram o cenário do rock da região dos anos 80 até a atualidade:
Alex Lima (Lajeado, ex-vocalista da Bandaliera), nos vocais; Evandro Bratti (Encantado), na guita e vocal; Cris Horn (Estrela, ex-Pulsar), no baixo e vocal; Jonathan Pezzini (Muçum, ex-Anjos Falsos, Lado Sul, Gota), na batera e vocal.A banda tem no repertório composições próprias e o melhor do rock nacional, principalmente gaúcho com interpretações "na veia" do Barão Vermelho, Raul, Rita Lee, Garotos da Rua, Bandaliera, TNT, Cachorro Grande, entre outros...
Não percam... eles R$ 7,00 e elas R$ 3,00...

sábado, 9 de outubro de 2010

Saudade de minha Avó...saudade de Lennon

Numa destas tantas e estranhas coincidências que acontecem em minha vida, ontem estava baixando o último álbum em vida de John Lennon, gravado em parceria com Yoko, o "Double Fantasy".
Desta vez, remasterizado.
Enquanto navegava, ao acessar o Goggle, percebi que a capa do site de buscas era uma homenagem ao ex-beatle, onde ao fundo aparecia a sua face, desenhada pelo próprio e que logo reconheci pelo seu traço.
Almoçando com um colega horas depois, fico sabendo através dele que hoje, 09 de outubro, Lennon completaria 70 anos.
Pôxa... 70 anos.
Como seria Lennon se tivesse passado os últimos trinta anos conosco?
O quê ele diria sobre o 11 de setembro, as guerras do Golfo e Afeganistão, Irã, Iraque, bombas nucleares, camada de ozônio, aquecimento global e a devastação do crack?
Como isso influenciaria suas composições, seus depoimentos e suas primorosas manifestações?
Como seria Lennon com todo suporte tecnológico de hoje, o quê ele criaria?
Lembro como se fosse hoje daquele 8 de dezembro de 1980.
Minha querida e saudosa avó, fã do rock e principalmente de John veio até minha casa, sob chuva, me trazer tão dura notícia.
Ela com 68 e eu com 10 anos na época. Além do laço de sangue, o rock e o rapaz de Liverpool também nos ligavam.


E dividimos aquela tristeza momentânea com uma seleção musical que, a partir daquele momento, virou a trilha sonora das rádios.

E o recém lançado "Double Fantasy" era o principal destaque. A canção "(Just Like) Starting Over" soava como um presságio, onde Lennon fala sobre seu amor por Yoko e principalmente em começar de novo.
Essa canção me acompanha até hoje e quando ouço me remete imediatamente àquele dia 8/12/1980 e à minha avó.
Outra canção, "Beautiful Boy (Darling Boy)", feita para o pequeno Sean, então com cinco anos, emociona justamente por ter sido escrita sem saber que o futuro seria tão efêmero.
"Out on the ocean sailing away/I can hardly wait/To see you come of age/But I guess we'll both just have to be patient/'Cause it's a long way to go/A hard row to hoe"
("No oceano que veleja afora/Eu quase não posso esperar/Para te ver mais velho/Mas eu acho que vamos apenas ter que ser paciente/Porque o caminho é longo/Uma vida dura para vencer").
E ainda conclui "Life is what happens to you/While you're busy making other plans", que que dizer mais ou menos que a vida é aquilo que acontece enquanto estamos ocupados com outros planos.
E realmente é assim.
Ouça essa canção. Você sentirá carinho, paz, família e uma incrível sensação de bem estar e de "se estar" vivo...
E em mais uma destas coincidências, Sean nasceu no mesmo dia do pai e completa hoje, 35 anos.
Minha avó morreu em fevereiro deste ano, às vésperas de completar 98 anos.
Ainda curtia rock.
Principalmente Beatles e Raul Seixas.
Gostava de tomar cerveja. Rodeada pelos filhos e netos, em seus aniversários, ela fazia eco àqueles famosos pedidos ouvidos até hoje em shows de música ao vivo:
"- Toca Raul!".
"O medo da chuva" era sua canção favorita das muitas compostas pelo Maluco Beleza.
E assim como dizia a letra "Pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar", ela descobriu o segredo da vida e partiu, lutando, pra outro plano, e hoje, na mais absoluta certeza, deve estar comemorando com Lennon o que seria seu 70º aniversário e esperando por um mundo melhor...
"You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one"

Até breve, Vó! E Lembre que combinamos de tomar aquela gelada, ok?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Set me free!


Apesar de todos os medos, escolho a ousadia.

Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.

Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.

Eu sou assim.

Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha, e traça o contorno que ela mesma há de romper.

A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.

Desculpem, mas preciso lhes dizer:

EU quero o delírio.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Jóia rara

Hoje no Falando de Rock, um disco que marca a carreira de Elis Regina Carvalho Costa, o álbum “Falso Brilhante”, de 1976.

Elis, como todos sabem, é gaúcha nascida em Porto Alegre, em 17/03/1945 de onde saiu definitivamente em 64 para estourar no país e exterior.

O apelido Pimentinha foi dado pelo poeta Vinicius de Moraes devido ao seu sorriso largo e sua extroversão jovial.

Vamos ao disco, então: em 1975, Elis Regina estreou uma temporada do show "Falso Brilhante" e tamanho foi o sucesso que um anos depois o repertório foi gravado em estúdio e lançada em LP, o vigésimo de sua discografia oficial, que inclui 35 títulos.

Esse álbum, foi responsável pelo lançamento de outra figura bastante conhecida da música brasileira, Antonio Carlos Belchior. Elis interpreta de forma brilhante duas canções escritas por ele: “Como nossos pais” e “Velha Roupa colorida".

Presentes ainda neste álbum as latinas “Los Hermanos” de Atahualpa Yupanqui e “Gracias a la vida” de Violeta Parra e sucesso também na voz de Mercedes Sosa.


Elis nos deixou em 19/01/1982, aos 36 anos, devido a uma overdose de drogas e álcool, fato que causou grande comoção nacional.

Sua obra, porém, é referência até hoje não só no Brasil, mas no mundo todo.
Baixe o Disco completo aqui: "Falso Brilhante"

Elis Regina, recém chegada ao Rio de Janeiro e impressionada com Copacabana

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Fecha a luz, apaga a porta..."

"...Eu tô que tô..."


Desta forma, me achando um "senhor" privilegiado, eu sai de um show no Tiro e Caça em Lajeado no mês passado. O papo de hoje é sobre essa dupla que incendiou não só o Rio Grande do Sul, mas todo o Brasil, na década de oitenta: os irmãos Kleiton e Kledir, da família Ramil, pródiga em lançar músicos e artistas de talento e orgulho da cidade de Pelotas.

Sua trajetória, porém, começa nos anos 70, quando juntos de mais três amigos formavam os Almôndegas, com quem lançaram quatro discos, fizeram shows Brasil a fora e emplacaram sucessos como “Vento Negro” e “Canção da Meia Noite

Após a dissolução da banda, Kleiton e Kledir decidem prosseguir a carreira em dupla e lançam seu primeiro trabalho em 1980.


Além de apresentar para o Brasil uma nova versão de música gaúcha, com um sotaque diferente e uma maneira toda própria de cantar e falar, difundiram termos até então, apenas conhecidos por nós gaúchos, como “tri legal” e “deu pra ti”.

Premiados com discos de ouro e gravados por gente como Simone, Caetano, Belchior, Ivan Lins, Mercedes Sosa e Fito Paez, os caras acabaram se tornando simbolos de um gaúcho moderno e antenado com o seu tempo. Tanto, que foram nomeados “Embaixadores Culturais do RS”, título este, conferido pelo governo do Estado.

Até 87 lançaram 5 discos, quando resolvem dar um tempo, tirar umas férias. Mas, segundo consta, a saudade bateu e resolveram voltar. Mesmo não tendo toda aquela deferência anterior, lançaram duas coletâneas que juntas,venderam 500 mil copias. Além de apresentarem seu show duas vezes nos Estados Unido e um série de espetáculos no Museu do Louvre, em Paris. Tem um plantel de sucessos digno de "big stars". Só prá citar algumas: "Paixão", Fonte da Saudade", "Maria Fumaça", "Vira Virou", "Navega, Coração", "Noite de São João", "Nem Pensar", "Tô que Tô" e "Corpo e Alma", só prá citar algumas.

Em 2002, foram homenageados no carnaval carioca, pela Caprichosos de Pilares, que apresentou um enredo inspirado na canção “Deu pra ti

Em 2008, recebem o Prêmio Tim, de melhor disco do Ano, na categoria Canção Popular, com o CD/DVD “Kleiton e Kledir ao vivo”, onde fazem uma releitura de sua carreira.

E finalmente, no ano passado, saiu um disco de inéditas, intitulado “Autorretrato”, que além de CD, vem acompanhado de um documentário em DVD com com as novas músicas e as histórias que permeiam o seu processo de criação, além é claro de sua trajetória .

Esse papo vem depoius de assisitr o espetáculo da dupla em Lajeado, no mês passado, promovido pelo Sesc/RS e além de uma homenagem tem também o objetivo de apresentar ou reapresentar essa dupla pra nova geração de próprios gaúchos, que para meu espanto, ou desconhecem ou os julgam uma dupla sertaneja. Do album novo, a canção título “Autorretrato” já sem o hífem, que é uma cancão pra lá de bacana entre dois amigos, onde cada um desabafa e revela seus segredos e comemora a amizade. Simbora, ouve aí: "Autorretrato"

Crônica da Semana - Nelson Motta - 01/10/2010


No palanque

Poucas situações podem levar um ser humano – até mesmo os mais dignos, honestos e respeitáveis - a parecer tão ridículo ou patético como em um palanque eleitoral. É onde até os melhores ficam piores, mais falsos e paródicos, pela própria natureza da situação.

O melhor, ou pior, exemplo é o grande escritor Mario Vargas Llosa, que foi candidato a presidente do Peru e perdeu por um focinho para Fujimori. Nos palanques, a inteligência e a lucidez de um dos maiores escritores vivos se diluíram em demagogia e arrogância, e o fizeram parecer um personagem do ficcionista Vargas Llosa.

Com apoio político qualificado e ótimo programa de governo, era infinitamente superior ao facinoroso Fujimori. Mas, nos palanques, ele tinha que se “vender” à massa, dizer que é melhor do que os outros, que é o bem e eles o mal, numa situação-limite para alguém dotado de um mínimo de compostura e autocrítica. Vacilou, perdeu.

Alguns poucos homens e mulheres, discretos e corretos, se submetem ao sacrifício pelo seu país, por seus filhos, sua causa ou sua fé. Outros sobem prazerosamente nos palanques e os fazem palco para exibicionismo, picadeiro para bravatas e autoelogios, oportunidade para se sentirem “amados” pelas massas amorfas e anônimas. Há gosto para tudo.

Experimentem ver imagens de um candidato discursando em um palanque e tirem o som. Tirem também as crianças da sala porque a cena é apavorante: homens e mulheres gritando e esbravejando, com as veias saltadas, de dedos em riste e punhos fechados, entre esgares e sorrisos congelados, aplaudidos por suas claques e militâncias amestradas. Será que eles pensam que aquele pessoal gosta mesmo deles? Ou fingem que não sabem quem está pagando a conta?

Diante das novas linguagens, mais sintéticas e objetivas, que a televisão, a publicidade e a internet trouxeram para as campanhas eleitorais, o discurso político de palanque, por sua forma e conteúdo, soa tão antiquado e anacrônico como um Sarney.

E para não dizer que não falei de flores, como não estou satisfeito com o discurso da situação, e nem com o da oposição, voto em Marina Silva.