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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Viver é melhor que sonhar


O tempo passou. Aqueles rapazes latino americanos sem dinheiro no bolso fizeram suas vidas, suas famílias e consequentemente seus bolsos. E numa dessas de aproveitar a boa valorização de nossa moeda, resolveram ir às compras em terras estrangeiras.
E não é que lá encontram aquele que alimentou nossa adolescência e juventude cantando que "tudo é divino, tudo é maravilhoso"!
Inveja boa à parte, acompanhada do previsível arrepio, recebo esta história e registro fotográfico de meus amigos Fernando Koch e Jair Wagner. Este último, de camisa branca na foto, com um sorriso que demonstra bem a felicidade e a surpresa de encontrar uma parte de sua história ao vivo e a cores.
Que Belchior estava recluso no Uruguai já é sabido de todos, uma vez que sua privacidade e auto-exílio midiático foram fartamente explorados pela Rede Globo pouco tempo atrás. Porém, que ele circulava por nossas fronteiras, é uma saudável novidade. Principalmente de seus saudosos fãs, que tenho certeza, apoiam o seu retiro proposital, uma vez que um trabalho com canções inéditas está sendo gestado, segundo palavras do próprio Belchior.
Eu fico imaginando a surpresa do Jajá ao dar de cara com o ídolo.
"Cara, quando eu vi, ele estava ali, não aguentei e fui direto", festejou.
Segundo o pessoal, Belchior, após certificar-se de que nenhum deles era jornalista, foi extremamente solicito e conversou com os estrelenses por mais de uma hora. Lembrou do show que fez em Lajeado, por volta de 85/86 e perguntou pela cidade e região. E, lógico, conversaram sobre música, bons tempos e Elis Regina. Autorizou a foto com a galera, e brincando, condicionou que não fosse usado photoshop em seu bigode.
Enfim, Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes demonstrou que continua sendo o mesmo cara, e que, apesar de estar fora do país, lembra com carinho de sua terra, como na canção "Tudo outra vez", que nos embalava nas saudosas boates da Soges, comandadas pelo DJ Vaninho:

Gente de minha rua
Como eu andei distante
Quando eu desapareci
Ela arranjou um amante
Minha normalista linda
Ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar...

Agradeço aos amigos pelo privilégio de poder postar no blog seus relatos e a foto, gentilmente capturada pela companheira de Belchior.

João Guilherme Ruschel, Fernando Koch, Belchior, Claudiomiro Knebel, Gaspar Franco e Jair Wagner


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Congratulations, Mr. Woodstock!

Richie Havens - (21 de janeiro de 1941, Brooklyn, New York )

Em 1969, Havens abriu o Festival de Woodstock; ele foi aclamado pela multidão e foi tocando até ficar sem músicas, decidindo improvisar uma versão de "Motherless Child", a qual ele acrescentou um verso com a palavra "freedom" repetida várias vezes. Esta versão transformaria-se em um sucesso internacional com o lançamento do filme Woodstock em 1970.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Richie_Havens

domingo, 16 de janeiro de 2011

Salve São Marcelo!


Papa e santo da Igreja Cristã Romana (308-309) nascido em Roma, eleito quatro anos após a morte de Marcelino I (296-304) devido às terríveis condições em que viviam os cristãos perseguidos por Diocleciano. Em seu breve mandato dedicou-se à recomposição da comunidade de Roma, e tomou duas decisões importantes. Na primeira proibiu a realização de concílios sem a expressa autorização do papa. Na segunda, embora mantivesse uma atitude severa para com os lapsi, cristãos que tinham renegado a fé, durante a perseguição do imperador, estabelecia condições a respeitar nos casos em que se concedesse o perdão a essas pessoas. Essa difícil decisão de conceder o perdão para os lapsos, gerou intensos tumultos que apressaram a intervenção do imperador Massêncio, retirando todos os seus poderes. Preso e acusado de tentar reorganizar a Igreja, foi condenado a servir nos estábulos imperiais com o objetivo de humilhar-lhe. Libertado pelos cristãos, refugiou-se na casa da matrona Lucina que transformara sua casa e uma igreja. Descoberto, foi novamente condenado, preso precisamente na igreja que receberam de Lucila e que foi transformado em um estábulo, onde morreu vítima de privações e humilhações. O papa de número 30 morreu martirizado em Roma, recebeu uma sepultura no Cemitério de Priscila e foi sucedido por São Eusébio (309-310).
Fonte: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_3732.html

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mais de Minas

Faço aqui, mais uma incursão por nossa sempre agradável e competente Música Popular Brasileira.
Falo hoje de João Bosco de Freitas Mucci, mais conhecido por João Bosco que nasceu em Ponte Nova, MG, em 13/07/46 e que se tornou um dos maiores cantores, violonistas e compositores brasileiros.
Incentivado por uma familia repleta de músicos, começou a tocar aos 12 anos de idade e sempre se dedicou muito à carreira musical, mesmo enquanto cursava a faculdade de Metalurgia em Ouro Preto.
Foi influenciado principalmente por gêneros como jazz, bossa nova e pelo tropicalismo.
Foi parceiro de grandes nomes, como o nosso poetinha Vinícius, com quem criou canções como Rosa-dos-Ventos, Samba do Pouso e O mergulhador.
Em 1970 conheceu aquele que viria a ser o mais freqüente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: Aldir Blanc. Dentre esta infinidade, destaco O Mestre-sala dos Mares, O Bêbado e a Equilibrista, Falso Brilhante e Corsário.
Dois anos depois, a saudosa Elis deslancha na carreira começa ao gravar e dar nova roupagem às composições de João Bosco.
Além de torcedor fanático do Flamengo, é até hoje um dos mais competentes arranjadores e violonistas da nossa MPB.

João Bosco e Aldir Blanc

Uai!

Esse post foi sugestão da competente e refinada em matéria de música, a radialista e colega Camila Diesel.
O papo é sobre os mineiros do Pato Fu. Banda de rock alternativo formada em 92 e atualmente composta por Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Xandi Tamietti e Lulu Camargo.
A banda possui um som que vai do pop rock à música experimental, incluindo influências eletrônicas em certas faixas. Entre as músicas que a banda gravou mais famosas estão Depois, Made in Japan e Ando Meio Desligado (regravação do som d'Os Mutantes).
No começo de 1993, participaram do show "Rock Brasil", ao lado de bandas como Skank, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Titãs.

Gravam seu primeiro LP neste ano, chamado Rotomusic de Liquidificapum. em 1995, gravaram o segundo CD — Gol de Quem? . Músicas como Sobre o Tempo e Qualquer Bobagem garantiram o prêmio de revelação no 1º Video Music Awards da MTV Brasil e a primeira viagem aos Estados Unidos.


Em 2001, a banda se apresentou para cerca de 250 mil pessoas, abrindo o show de Oasis, Ira!, Ultraje e Guns N' Roses no Rock in Rio III.
No ano seguinte, a banda lança o CD e DVD MTV Ao Vivo, show realizado no Museu de Arte da Pampulha em comemoração aos dez anos da banda.
Lançado em 2007, o álbum Daqui pro Futuro antes mesmo de ser lançado nas lojas, já era vendido via internet, rendeu à banda o título de "Melhor de 2007" pela revisa Quem.
Já em agosto deste ano, a banda lança seu álbum mais ousado: o Música de Brinquedo. Como o próprio nome já revela, o disco foi gravado usando somente instrumentos de brinquedo e miniaturas. Vale à pena conferir. Baixe aqui.

Grande "Presence"

Em mais um capitulo da vasta história do Led Zeppelin, o Falando de Rock aborda hoje, o 7º trabalho da banda, o álbum Presence.

Lançado pela Swan Song em março de 76, Este álbum foi concebido após o acidente de Robert Plant em Rhodes, na Grécia, em 5 de agosto de 1975. Este fato obrigou a banda a concelar a turnê mundial daquele ano. Na época o Led Zeppelin estava no auge de sua popularidade.

Durante sua recuperação na ilha de Jersey e em Malibu, na California, Plant escreveu algumas letras e, quando Jimmy Page juntou-se com ele estas composições foram concretizadas. Logo Jones e Bonham também apareceriam para os ensaios e a gravação recorde do disco no Musicland Studios em Munique, Alemanha, com Plant em uma cadeira de rodas.

Esta gravação foi a mais rápida desde Led Zeppelin I. Uma parte da pressa em gravar o álbum se deu pelo fato do Led Zeppelin ter reservado o estúdio antes dos Rolling Stones, que gravariam o álbum Black and Blue. Os Stones inclusive ficaram impressionados de o Led ter gravado o álbum em apenas 17 dias. Jimmy Page ficou acordado dois dias para gravar as guitarras e overdubs.


Em uma entrevista que ele deu a Guitar World em 1998, Page afirmou que trabalhou uma media de 18 a 20 horas por dia durante a mixagem no Musicland Studios.
O álbum foi concluído em 27 de novembro de 1975. Um dia antes do Dia de Ação de Graças. Page chegou a sugerir que o álbum se chamasse Thanksgiving (Dia de Ação de Graças.) esta idéia foi rapidamente substituída por um título que representaria a força e a presença que os membros sentiam que cercava o grupo.

Da terra do tango


Trago hoje um dos precursores do rock argentino: Luis Carlos Spinetta, a mim apresentado por outro grande amigo, Gringo Laércio.

O cara nasceu em 23 de janeiro de 1950 em Buenos Aires e fundou duas das mais importantes bandas argentinas de todos os tempos: Almendra e Pescado Rabioso.

O compositor foi um dos músicos de maior sucesso na década de 70 na America do Sul. Lançou com a banda Almendra os discos Almendra I e Almendra II considerados as primeiras obras do rock argentino.

Já no Pescado Rabioso, lançou três discos, o último deles Artaud é considerado o melhor disco da história da música Argentina, segundo a revista Rolling Stone. Também participou de outras bandas: Invisible, no fim dos anos 70, Spinetta Jade Nos anos 80, e Spinetta y los Socios del Desierto nos anos 90. Desde então segue carreira solo.
Baixe o disco aqui.

Adam Green

O Falando de Rock traz hoje mais uma novidade musical, pelo menos para mim, e indicação do meu grande amigo John Oliverrá.
O cantor e compositor Adam Green, que nasceu em 28 de maio de 1981 em Mount Kisco, estado de New York. Apesar de americano, sua popularidade maior é na Europa e principalmente na Alemanha.
Em 98 foi co-fundador do grupo The Moldy Peaches, junto de Kimya Dawson. Isso até a banda dar uma parada em 2004. Tanto Green quanto Dawson seguiram, então, carreira solo.
Logo depois, assinando com a gravadora Rough Trade Records, lançou álbuns com sucessos como Jessica (sobre a cantora Jessica Simpson), Novotel, Friends of Mine, Dance With Me, Carolina e Emily além do sucesso de seu cover para What A Waster, do Libertines.
Em janeiro de 2008, o The Moldy Peaches retoma a carreira e a popularidade. Alicerçado principalmente ao dueto de Green e Dawson na canção Anyone Else But You incluída na trilha sonora do premiado filme Juno.
Curiosidades: Mark, o pai de Adam é um conceituado neurologista especializado em enxaqueca, e já escreveu dois livros sobre o assunto, enquanto Joel, seu irmão, alem de astrônomo, tem acompanhado Adam em várias gravações.
Na Alemanha, jornalistas publicaram que Felice Bauer, bisavó de Adam, estava noiva de Franz Kafka quando sua família fugiu dos nazistas na década de 1930 e terminou em Nova York.

Em 2008 lançou Sixes & Sevens com músicas como Morning After Midnight, Twee Twee Dee, e Drowning Head First, esta última um dueto entre Green e sua namorada, Loribeth Capella.
Seu último trabalho foi lançado em maio deste ano e se chama MusiK For A Play

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!




Ae, galera!


Quero desejar a todos que passaram por aqui e me deram ótimos motivos para continuar alimentando esse humilde blog, uma boa virada de ano e que 2011 seja pródigo de bons sentimentos e principalmente de mais igualdade entre as pessoas.
Estou saindo de férias, e vou tentar, na medida do possível, atualizá-lo. Mas tenham certeza que na volta terei bastante coisa pra contar.
Beijos, abraços e rock'n'roll procês!


Au revoir!